Artigo - Cultive sua rede de relacionamentos

Algumas pessoas somente lembram de outras quando precisam. Será que elas lembrarão de você?

Sempre ouvimos que a nossa rede de relacionamentos deve ser cuidada, gerida, para quando for preciso ser utilizada e contar com as pessoas que nelas estão, correto? Errado! Precisamos sim cuidar, gerir, cultivar e principalmente, encontrar com uma certa regularidade as pessoas e não somente quando precisar.

Ouço muitos executivos e empreendedores dizendo que se sentem sozinhos quando chegam em um determinado momento da vida profissional e que gostariam de compartilhar os desafios com outras pessoas.

Com isto faço a seguinte pergunta: “Com quem você atualmente compartilha os seus desafios?”. Algumas pessoas me respondem orgulhosas: “Faz X anos que converso com as pessoas, ABC, que geralmente são os próprios advogados, contadores ou amigos de longa data”, claro que devem consultar estes profissionais, agora, acredito que para novas metas, desafios, ou o nome que for mais conveniente para o momento, sendo fatos novos, seria mais assertivo possuir novos pontos de vistas?

Faço de mim o próprio exemplo. Tenho uma meta de conhecer ao menos uma nova pessoa por dia e legitimamente compreender a história, o que vivenciou, como estão os atuais desafios e o que imagina que virá pela frente. Compreendendo estas 3 etapas da vida, passado, presente e futuro, consigo compreender se realmente faz sentido tê-la na minha rede ou ficar “apenas” no radar.

Sério? Sim! Uma rede deve ser composta por pessoas que possuam os mesmos valores e propósito, caso contrário a rede não durará.

Lembro que em um dos eventos que palestrei, um jovem senhor me procurou dizendo que depois de muitos anos trabalhando em grandes empresas foi demitido e abriu um negócio, não se preparou e quebrou. Contou uma história triste, que emocionaria muitas pessoas. Ao final perguntei: “O que estaria disposto a fazer para virar o jogo? ” Contou novamente a história triste e com isto disse a ele: “Me envia um e-mail com os produtos que você diz possuir e encaminharei para um conhecido meu que provavelmente te ajudará. ” Faz mais de 2 anos que espero este e-mail e nada.

Ou seja, será que seria interessante possuir este perfil na sua rede de relacionamentos? Será que era verdade tudo o que estava dizendo? Será que se eu tentasse legitimamente ajudá-lo e indicá-lo, o meu nome e reputação estaria em jogo?

Contei esta passagem para que reflitam sobre o que esperam da sua rede, quem realmente você gostaria de se aproximar? De ajudar? De compartilhar os seus desafios? Quem são as pessoas e perfis que você gostaria de atrair?

Existe o outro lado da moeda, por quantas vezes você conheceu uma ou diversas pessoas e logo se viu inserido ou acolhido? Que logo conectou, deu “liga”, o “santo” bateu? Quando der este clique, sem dúvida nenhuma, já será um primeiro indício que o primeiro passo foi dado.
Agora o grande desafio é encontrar os perfis semelhantes ao seu e formar a sua própria rede. Não significa que as experiências e formações sejam iguais, mas lembrando: “Valores”! E sem dúvida não se sentirá mais sozinho(a).